Sensor de ponto cego nos retrovisores poderá virar item obrigatório

Um projeto de lei apresentado pela senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) torna obrigatório de série o alerta de ponto cego nos veículos em circulação no Brasil. O PL 673/2022 adiciona a exigência do item no Código de Trânsito Brasileiro para tornar os automóveis mais seguros e, consequentemente, reduzir o número de acidentes.

No projeto de lei, a senadora cita um estudo do Insurance Institute for Highway Safety (IIHS) — entidade de segurança veicular ligada às seguradoras dos Estados Unidos — que estima que o sensor de ponto cego reduz em 14% o risco de acidentes de mudança de faixa.

Segundo Eliziane Gama, a inclusão do equipamento como item obrigatório não afetará significativamente os preços dos automóveis, uma vez que a aquisição do dispositivo custa, para alguns modelos, menos de R$ 400.

“Acredito que a adoção dos sensores de ponto cego como equipamento obrigatório nos veículos automotores contribuirá para a redução do número de acidentes em nossas vias, tendo em vista que esse dispositivo auxiliará os motoristas na condução segura dos veículos”, argumenta a senadora.

Antes de o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) definir o cronograma para a exigência do item de segurança nos veículos, o projeto de lei será analisado por comissões temáticas e precisa ser aprovado pelo Senado e pela Câmara antes de ser encaminhado à sanção do Presidente da República.

O dispositivo funciona com câmeras, radares ou pulsos ultrassônicos posicionados nos retrovisores laterais, detectando a presença de outros veículos que não estão visíveis nos espelhos, no chamado ponto cego. Caso outro carro ou moto esteja muito próximo, o sensor emite um alerta luminoso, que pode ser no próprio espelho, no retrovisor ou na parte interna da coluna A.

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